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No último final de semana aconteceu em Maceió-AL, a terceira edição do Encontro Regional dos Estudantes de Relações Públicas do Nordeste (Ererp), que trouxe um tema pouco explorado na profissão: o gerenciamento de identidades de pessoas físicas.
As palestras foram focadas no relacionamento para profissionais liberais, celebridades e políticos, além do gerenciamento da nossa própria identidade profissional.
Os estudos de relações públicas são focados especialmente no contexto organizacional, por isso muitas vezes esquecemos que também somos nós os responsáveis por desenvolver estratégias para que bons profissionais, independente de serem médicos, designers ou cabeleireiros, sejam vistos como destaques para seus públicos de interesse. Para isso, eles precisam de nós.
Para que alguém seja visto como célebre, não é preciso que apareça na TV. Segundo a Prof. Dra. Simone Tuzzo, os públicos tem identidade, já a massa não tem. E depende dos relações públicas a criação de novos canais (dirigidos) de comunicação para celebrizar aqueles que tem o que falar, já que nos meios de massa o maior espaço é destinado aos que não tem muito o que dizer.
Quem tem o que falar, tem que ter onde falar. (Simone Tuzzo)
Para concluir, antes de tentar gerenciar as identidades de outros profissionais, os relações públicas precisam se preocupar com sua própria identidade, o que inúmeras vezes é esquecido. Ainda pedindo emprestado as palavras de Tuzzo, “se os profissionais liberais não sabem que precisam de um RP, é porquê os próprios RPs são incompetentes para falar isso a eles”.
Quando vai chegando o final do ano, o que mais se vê na internet são sites e blogs publicando o que se destacou durante todo ano e as perspectivas de mudanças e novidades para o ano que está por vir. Nas áreas de comunicação e tecnologia isso já é comum.
Tem gente dizendo por aí que o orkut vai perder espaço para o facebook no Brasil, que o facebook fará uma revolução no modo de agir das pessoas, que o twitter pode acabar, que novas mídias irão surgir, que as redes sociais segmentadas, assim como os tablets farão muito sucesso e que as empresas irão se engajar cada vez mais na rede.
As tecnologias são importantes, saber utilizá-las é primordial, mas nada disso faz efeito se as organizações não souberem se relacionar.
É comum ver empresas que, no twitter, fazem questão de retuitar algum elogio feito à ela, mas são incapazes de responder alguma crítica, mesmo que ela seja construtiva. Empresas que não sabem se relacionar.
Por isso, recomendo que, no lugar de tentar adivinhar quais serão os serviços que terão mais destaque em 2011 e descobrir todas as funções disponíveis em cada um deles, possamos procurar entender as pessoas, a forma que agem, reagem e interagem.
Para quem sabe se relacionar, administrar um serviço na web é fácil, fácil.


