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Dezenove meses. Esse foi o tempo que a CONDE (Comissão Organizadora) levou para concretizar o N Imersão. Foi o tempo necessário também, para desenvolver enormes acertos e alguns erros.
Devo confessar que o início do encontro foi extremamente conturbado, principalmente para o credenciamento dos casos especiais (como eu citei antes, comprei a inscrição de outra pessoa). Faltou preparação, iniciativa e pró-atividade. Ficamos horas esperando, até o momento que eu mesmo rodei o bloco procurando gente da CONDE para resolver os problemas que, acreditem, eram simplíssimos.
O kit que recebemos foi bem sustentável: camisa feita com malha de garrafas pet, caneta produzida a partir de embalagens longa-vida, ambas recicladas, caneca para não ficar usando milhares de copos descartáveis, além de bloco de anotações, mapas e manual do encontrista, tudo isso dentro de uma simpática bolsa.
A estrutura da UP (Universidade Positivo) é incontestável. É tudo impecável, surpreendente!
O N Design é um universo paralelo e, mesmo que eu passasse o dia escrevendo sobre, não iria conseguir passar para vocês o quanto interessante é. [Ok, parei com os clichês] Mas é verdade! Foi tudo muito particular: debates, discussões, oficinas, mostra de vídeos, enfim, foi muito conhecimento adquirido, além das festas, é claro.
E, é óbvio, que um estudante de Relações Públicas não podia deixar de notar alguns erros de comunicação que surgiram no evento, mas no geral, o evento foi muito bem pensado e produzido. Foram cinco mil encontristas, e não é tão fácil fazer um evento para tanta gente e, mesmo assim, foi surpreendente.
Quase esqueci de comentar sobre a identidade visual do evento, mas o que comentar? Foi tão impecável quanto a estrutura da UP!
Com vocês, um resumo de tudo que aconteceu:
Foi isso. Dá uma saudade quando a gente assiste!
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Partimos! E mal sabíamos o que nos esperava nessa longa viagem.
O que mais chamou atenção foi vivenciar o que há alguns dias tomava conta dos telejornais nacionais: O alagamento em Palmares, na divisa entre Pernambuco e Alagoas. A ponte em que iríamos passar, caiu, por isso passamos por dentro da cidade. Tudo estava devastado, as pessoas usavam máscaras, muitas casas estavam destruídas, outras com a marca da água perto do teto, e nas principais ruas, prédios comerciais cheios de lama.
Por conta da poeira em Palmares, o ar-condicionado do ônibus quebrou, mas depois de um tempo paramos para consertar.
A Bahia não é nenhum exemplo em estradas. Só uma via funcionava. Sempre parávamos para esperar que os transportes viessem para que nós pudéssemos ir. E dá a impressão de que nunca vamos sair do estado, é um dia inteiro lá.
Passamos pelo interior de Minas e do Rio de Janeiro. Chegamos em São Paulo e no caminho vimos a grandiosidade do santuário nacional de Aparecida. Mais tarde o céu cinza e os arranha-céus anunciavam a capital paulista.
Passamos pelas sedes de várias grandes empresas, pelo prédio da RedeTV e paramos para comer uma das melhores coxinhas do Brasil (posso falar isso, pois comi coxinha em quase todas as paradas), vimos até um amigo nosso correr no frio paulistano de cueca em troca de cinco reais (risos).
Enfim, mais ou menos à meia-noite chegamos em Curitiba, a animação “pré-N” tomou conta do ônibus e logo mais chegamos ao alojamento.
Quando saí do ônibus, mesmo agasalhado, não consegui conter a tremedeira. Estava muito frio, mas os curitibanos não entendiam o porque de tantas roupas. Era a noite mais quente das que nós íamos passar por lá.
Como chegamos horas antes do início do credenciamento, não podíamos montar nossas barracas, então tomamos um caldinho e dormimos mais uma noite não tão confortável no ônibus.
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Para viajar é preciso planejamento, certo? Pode até ser, mas planejar foi um verbo que eu não conjuguei até partir.
Na verdade, desde o começo do ano meus colegas do IFPB estavam se programando para o NDesign (Encontro Nacional dos Estudantes de Design) e lutando pra conquistar o ônibus para levar a gente. Alguns até garantiram pacotes promocionais e um cachecol exclusivo por serem os primeiros inscritos. Já eu, prometi que se o ônibus fosse liberado, iria.
O pessoal conseguiu o ônibus, mas o mês de junho foi tão corrido na UFPB que eu nem tinha tempo de ir para o IFPB e acompanhar o andamento das conquistas. Viajei no São João, completei meus 19 anos e, no fim de junho, decidi viajar.
Nós sairíamos dia 08 de julho, já era dia 30 e nem inscrição pro encontro eu tinha feito. Quando entrei no site para fazer, advinha? As inscrições estavam encerradas!
Então comecei a corrida para encontrar alguém para vender sua inscrição, foi quando eu conheci uma paranaense de Jataizinho que não iria mais para o N e queria vender, comprei!
Paralelo a isso, não faltavam trabalhos para serem entregues tanto na UFPB, quanto no IFPB, e alguém tinha que me substituir no trabalho, por isso estava treinando minha amiga de infância para assumir essa responsabilidade. Além das compras que eu tinha que fazer para acampar no frio do sul.
Fiz o que era possível e abandonei o que não era.
O ônibus sairia na quinta, às 8h e eu comecei a arrumar as malas às 2h, não dormi. Amanheceu e meus pais me levaram para Cabedelo. Foi aí que começou nossa “jornada rumo ao conhecimento”!
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