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Dias atrás, assisti este filme de 2006 para a disciplina de Laboratório de Administração e Assessoria em RP, o que gerou uma resenha, que resolvi compartilhar aqui.
Aviso: Este post contém revelações sobre o enredo.

A princípio, A Rainha parece ser mais um filme que aborda as relações de poder das altas cúpulas de estados e governos. E é realmente – e como me fascina esse tipo de filme. Ambientado no Reino Unido, tem na eleição de Tony Blair como primeiro-ministro o pontapé inicial do enredo, mas não o principal.
Logo em seguida à vitória de Tony Blair, eis que surge um assessor (que me parece um relações-públicas) preparando seu primeiro discurso como primeiro-ministro. Mas antes que Blair o pronuncie, a trágica morte da queridíssima Princesa Diana toma conta do cenário local e mundial. Pois bem, seu primeiro discurso escrito teve que ser substituído por outro, escrito pelo mesmo assessor, que lamentava a morte da Princesa de Gales. “A princesa do povo” – foi como a denominou e após isso, todos passaram a chamá-la dessa forma.
Apesar da enorme comoção que o reino e o mundo inteiro passava, a família real, em especial a Rainha Elizabeth II, preferiu não dar muita atenção ao acontecimento e continuar em suas férias, até por que Diana nem fazia mais parte dela. Imaginava a rainha que o povo britânico, sempre muito reservado, esperava esta atitude dela e que logo o burburinho iria passar. Mas estava enganada.
De repente, as pessoas começaram a se incomodar com a atitude da monarquia e por mais que o primeiro-ministro insistisse o contrário, a família real continuou ignorando o caso. Em menos de uma semana, uma pesquisa mostrou que 70% dos britânicos acreditavam que as ações da rainha prejudicaram a monarquia e uma em cada quatro pessoas era a favor da abolição de todo o sistema monárquico. A opinião pública estava contra a rainha.

Nem tudo estava perdido. Numa última tentativa, Tony Blair a telefonou, expôs o que a opinião pública estava pensando e a aconselhou, definindo as estratégias que ela deveria utilizar para que o pior não acontecesse à monarquia: Içar uma bandeira a meio mastro no Palácio de Buckingham e em todas as residências reais (era uma vontade do povo); Voltar para Londres e deixar as férias em família de lado; Prestar respeitos pessoalmente, no caixão de Diana; e fazer uma declaração ao vivo na televisão ao seu povo e ao mundo – foi a receita do sucesso.
Apesar de relutar um pouco, talvez até por ciúmes do amor que seu povo demonstrara por Diana, Elizabeth II não queria que isso se convertesse em ódio a si mesma e resolveu seguir as indicações do primeiro-ministro.
O resultado das ações foi satisfatório e o filme terminou com a lição de que bons discursos e estratégias são essenciais e, sobretudo, que nada é tão importante para uma personalidade ou instituição quanto a opinião pública.
Confira o trailer (só encontrei em inglês, sem legenda):
A Rainha (The Queen). Reino Unido, França, Itália, 2006.
Direção: Stephen Frears. Com: Helen Mirren, James Cromwell, Michael Sheen.
Drama Biográfico | Livre | 97 min
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A excelente ideia foi da Vivo, para a campanha do dia dos namorados. Confira:
Se quiser conhecer melhor o making-of da campanha os dois , adicionem eles no facebook: Eduardo e Mônica.
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Ficamos aguardando o lançamento!


