“Pelemania” pode, Arezzo?

Todo mundo já deve ter ouvido falar nesta crise, que deve ser a maior da história da Arezzo. Em diversos blogs e, principalmente, no twitter, é possível acompanhar as mais diversas opiniões sobre o assunto: dos defensores fanáticos da marca aos que nunca tinham pensado nos animais, mas agora se indignam mais que alguns ativistas.
Este não é mais um post condenando ou defendendo a coleção “Pelemania”, é uma crítica ao gerenciamento de crise da marca.
A empresa fez apenas duas ações, que considero ineficazes, para minimizar os efeitos dessa polêmica:
- Apresentou no site e enviou à imprensa um comunicado onde diz que as peles exóticas são regulamentadas e certificadas e que não entende como deles a responsabilidade pelo debate da causa que é “tão ampla e controversa”; e
- Decidiu receber de volta os produtos com pele exótica na composição.
Ações confusas e contraditórias. Se no comunicado a Arezzo diz que as peles são regulamentadas e certificadas, o que faltou foi explicar para a sociedade de que forma isso ocorre. Se não há nada de ilegal, por que tirar das vitrines? Compra quem quer (e quem pode). Dessa forma me parece que realmente fizeram coisa errada e querem esconder.
Particularmente, defendo o desenvolvimento sustentável, mas neste caso, não tenho opinião formada sobre o assunto e não quero expor opiniões com base em preconceitos. Busquei saber se pode ou não vender esse tipo de produto, mas nem a própria Arezzo foi capaz de me explicar se está certa ou não.
Acredito que a melhor forma de sair dessa crise é deixar de tentar abafar o assunto e assumir para si a responsabilidade de participar do debate dessa causa, independente do quanto ela é ampla e controversa.
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Comentários
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Eu tô meio que “voando” nesse caso da Arezzo, mas li a nota que eles lançaram à imprensa.
Achei tão seco e indiferente o texto. Me passou a impressão de que não estão nem aí com o que os consumidores pensam.
E também fiquei pensando se não teria acontecido alguma coisa antes, que não veio à tona. Pareceu respostinha da Arezzo.
Foi meio egoísta da parte deles.
Texto muito bom; enxuto, mas com todas as informações necessárias; com uma leitura agradável, além da fácil compreensão; muito bom mesmo.
Não é de hoje que a Arezzo gosta de chamar a atenção com as suas campanhas e coleções, e dessa vez chamou tanta atenção que “tiraram o couro” da empresa em toda net… Acho que de nada adiantou as decisões tomadas pela empresa, de que adianta recolher todas as peças? Vão fazer oq com as peças? Os animais já estão todos mortos mesmo, acabou-se…
Acho que ação interessante seria destinar parte ou total das vendas para alguma instituição de proteção aos animais ou algo similar, só assim a Arezzo poderia “reverter” em parte o ocorrido, já que a própria assinou o atestado de culpa, retirando todas as peças da campanha das lojas.
O que falta são profissionais capacitados para gerir essas crises e ninguém melhor do que um Relações Públicas para isso.
Li um texto de uma Relações Públicas comentando o caso: http://blogrelacoes.com.br/2011/04/19/tendencia-x-sustentabilidade-a-crise-da-arezzo/