Três dias e três noites
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Partimos! E mal sabíamos o que nos esperava nessa longa viagem.
O que mais chamou atenção foi vivenciar o que há alguns dias tomava conta dos telejornais nacionais: O alagamento em Palmares, na divisa entre Pernambuco e Alagoas. A ponte em que iríamos passar, caiu, por isso passamos por dentro da cidade. Tudo estava devastado, as pessoas usavam máscaras, muitas casas estavam destruídas, outras com a marca da água perto do teto, e nas principais ruas, prédios comerciais cheios de lama.
Por conta da poeira em Palmares, o ar-condicionado do ônibus quebrou, mas depois de um tempo paramos para consertar.
A Bahia não é nenhum exemplo em estradas. Só uma via funcionava. Sempre parávamos para esperar que os transportes viessem para que nós pudéssemos ir. E dá a impressão de que nunca vamos sair do estado, é um dia inteiro lá.
Passamos pelo interior de Minas e do Rio de Janeiro. Chegamos em São Paulo e no caminho vimos a grandiosidade do santuário nacional de Aparecida. Mais tarde o céu cinza e os arranha-céus anunciavam a capital paulista.
Passamos pelas sedes de várias grandes empresas, pelo prédio da RedeTV e paramos para comer uma das melhores coxinhas do Brasil (posso falar isso, pois comi coxinha em quase todas as paradas), vimos até um amigo nosso correr no frio paulistano de cueca em troca de cinco reais (risos).
Enfim, mais ou menos à meia-noite chegamos em Curitiba, a animação “pré-N” tomou conta do ônibus e logo mais chegamos ao alojamento.
Quando saí do ônibus, mesmo agasalhado, não consegui conter a tremedeira. Estava muito frio, mas os curitibanos não entendiam o porque de tantas roupas. Era a noite mais quente das que nós íamos passar por lá.
Como chegamos horas antes do início do credenciamento, não podíamos montar nossas barracas, então tomamos um caldinho e dormimos mais uma noite não tão confortável no ônibus.
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